quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Eu sou
um poema inacabado
que ninguém nunca leu.
Eu sou
a paisagem daquele quadro
que o pintor não terminou.
Eu sou
uma tarde quente de verão
em que não choveu.
Eu sou
Aquele rio que secou
Antes de alcançar o mar.
Eu sou
aquele sonho bonito
que ninguém realizou.
Eu sou
a escultura quase perfeita
que caiu da mão e quebrou.
Eu sou
aquela paixão gostosa
que por medo, alguém sufocou.
Eu sou
o amor que alguém esperava
mas nunca chegou.
Eu sou
metade do que eu desejava ser...
o dobro do que eu nunca esperei!!!

Tere Penhabe                     
Itanhaém, 15/03/2003        

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